O futuro do trabalho em plena era digital apresentado a alunos da ESAC

Cristina Marques Dias, Técnica do Centro de Emprego e Formação Profissional de Coimbra, partilhou, no contexto de uma palestra promovida pela ESAC no passado dia 18 de dezembro e especialmente dirigida aos alunos da Licenciatura em Tecnologia e Gestão Ambiental, a sua visão sobre o futuro do trabalho em plena era digital.
Numa apresentação provocatória e disruptiva, Cristina Dias desafiou a audiência a repensar a sua abordagem ao mercado de trabalho e a sua forma de se apresentar a empresas e organizações na hora de conseguir um emprego.
“Hoje não podemos trabalhar sem ser de uma forma colaborativa”; “O teletrabalho vai ser o novo normal”; “os canais de e-commerce vieram para ficar”, afirmou, assegurando que estas são realidades que implicam uma revolução total nos processos, incluindo os de recrutamento. O recrutamento passará, no seu ponto de vista, a ser digital e suportado pela inteligência artificial, existindo já inúmeras plataformas de recrutamento online. Ora, afiançou, isto exigirá aos candidatos uma forte e coerente presença digital; uma presença estratégica e refletida nas redes sociais das quais são utilizadores, atendendo ao “poder do algoritmo”. Com efeito, o Big Data, os algoritmos e a inteligência artificial permitirão ao empregador encontrar e processar muita informação, que lhe servirá de base ao processo de recrutamento. “Candidatos e empregadores serão vinculados por um sofisticado algoritmo que tenha informações sobre as características relevantes de ambos”, complementou. Nessa medida, será necessário o candidato ajustar a sua comunicação nas redes sociais à comunicação veiculada pela organização, pois a empatia, a ética e a história digital ou “story telling”, serão os fatores valorizados. As redes sociais assumirão assim um papel fulcral no currículo do futuro, que será, nas suas palavras, um “dossier digital”.
Para Cristina Dias “O modelo tradicional de candidatura por curricula tem os dias contados” e cada vez mais, um determinado trabalho “não é para toda a vida”. As organizações procuram um colaborador que se encaixe na sua cultura, tenha capacidade de adaptação e de resposta face à imprevisibilidade dos dias de hoje, referiu.
Por tudo o acima descrito, a oradora incitou os participantes na palestra a retratar a sua história em suporte digital, porque o que a entidade empregadora quer saber é quem é a pessoa no seu todo e, por isso, aconselhou-os também a entrar em contacto com diferentes realidades contextos e leituras.

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Publicado: 19 de Janeiro de 2021 | 18:17h

Escola Superior Agrária de Coimbra