Maneio de Equinos e Equitação Terapêutica
AVISO
A recepção aos novos alunos do CET em Maneio de Equinos e Equitação Terapeutica será no dia 26 de Setembro 2011 às 10:00 na sala J2.Anf.2.
Competências a adquirir
O curso proposto pretende formar técnicos especializados na área da Equinicultura, com especial ênfase na Equitação Terapêutica. Para o efeito, pretende-se que seja desenvolvido um conjunto de competências necessárias a um exercício profissional qualificado, nomeadamente:
- Conhecer as principais reacções comportamentais do cavalo;
- Conhecer os aspectos técnicos relacionados com o bem-estar do cavalo;
- Conhecer os procedimentos normais de limpeza e aparelhação do cavalo;
- Dominar e executar as tarefas diárias de maneio do cavalo;
- Conhecer os principais sinais de doença do cavalo;
- Conduzir um cavalo à mão, de forma calma e controlada;
- Praticar equitação a um nível básico;
- Conhecer os princípios da Equitação Terapêutica;
- Conhecer os principais arreios utilizados na Equitação Terapêutica;
- Conhecer as patologias onde a Equitação Terapêutica está mais indicada;
- Conhecer as possíveis reacções dos cavaleiros e conseguir uma boa coordenação com o terapeuta.
A realização deste curso proporciona possibilidades para a evolução futura nesta área de trabalho e/ou para a possibilidade de ingressar num curso superior.
Fundamentação da necessidade e da adequação da oferta formativa ao tecido socio-económico
O cavalo apresenta, desde a sua domesticação, um percurso inseparável do Homem, seja como forma de alimentação, de um meio “complementar” na agricultura, na guerra, nos transportes e, mais recentemente, no desporto, no lazer e na terapêutica de algumas disfunções.
Apesar de, desde a época de Hipócrates (Séc. IV a.C.), o cavalo já ter sido referido como um importante instrumento na reabilitação da pessoa com deficiência, apenas nos últimos anos esta valência tem vindo a ser mais procurada. Com efeito, os benefícios da utilização do cavalo na reabilitação da pessoa com deficiência – Equitação Terapêutica – podem ser de natureza física e/ou psicológica e/ou cognitiva.
A justificação da utilização do cavalo com fins terapêuticos relaciona-se com o movimento multidimensional do seu dorso, que varia no seu ritmo e intensidade. Deste modo, obtém-se uma excelente base dinâmica de suporte, estimulando o Sistema Nervoso Central do cavaleiro, circunstância que permite uma maior normalização do tónus muscular e a correcção e simetria da postura. Além disso, o contacto com o cavalo, bem como todas as tarefas relacionadas com a sua limpeza e bem-estar, irão contribuir para um melhoramento do processo de sociabilização.
Sendo certo que durante a prática da Equitação Terapêutica o cavaleiro não tem condições físicas e/ou mentais que lhe permitam manter-se a cavalo de forma autónoma, é necessária a presença de auxiliares, seja para conduzir o cavalo (guia), seja para auxílio lateral no equilíbrio, possibilitando maiores condições de segurança.
A equipa que trabalha com os pacientes terá assim um carácter multidisciplinar, envolvendo habitualmente um Psicólogo/terapeuta, um instrutor de equitação e dois auxiliares.
Por todo o País têm-se multiplicado os centros de apoio às pessoas com deficiência e seus familiares. Nomeadamente na região Centro, temos observado um crescimento de centros hípicos onde se pratica Equitação Terapêutica, em colaboração com associações de apoio à pessoa com deficiência, pelo que é importante a criação de técnicos com formação equestre aptos a incorporar as equipas de trabalho multidisciplinares.
Neste sentido, celebrou-se um protocolo preferencial, mais efectivo, com a APCC (Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra) no âmbito da equitação terapêutica de modo a possibilitar aos nossos alunos uma formação mais adequada e em contacto com profissionais com larga experiência nesta área.
